Que revolução na Bahia de 30?
Jonival Alves dos Santos
Resumo: Quando se fala ou estuda a revolução de 1930 sabe está no presente ligada à ideia do eixo rio são Paulo, polo desde a época econômico e político do país. O que se passava na Bahia? Houve de fato uma revolução nacional? Como reagiu as elites os populares e as estruturas do poder burguês baiano? O artigo Que revolução na Bahia de 30? Propõe-se não apenas informar sobre as possíveis consequências do movimento no território baiano, mas também apresentar possíveis respostas às indagações apresentadas, e releituras de um dos movimentos mais importante da história do país.
Palavras – chaves: Revolução de 1930, Poder, conservadorismo.
Introdução
A revolução de 30 e os acontecimentos sociais da época só podem ser entendidos se visto pelo movimento de modernização e urbanização da sociedade brasileira, processo que foi denominado por Sérgio Buarque de Holanda, de revolução por alterar as estruturas do país de forma lenta e por vezes pouco notada, de “inexoravelmente”.
É nesse contexto de transformações urbanas estruturais ao longo das primeiras décadas do século XX, que nascem os novos sujeitos políticos, que lutavam pelo direito de participar das decisões que se referem ao futuro do país. Estes grupos criticavam a situação política de seus estados dominados pelo poder das oligarquias estaduais do norte ao sul do país.
Com essas transformações é que se dar à revolução de 30 que põe fim à política do “café-com-leite” que ficou assim conhecida pelo rodízio das oligarquias política e econômica do Estado de São Paulo e Minas gerais no governo do país. E neste contexto que os novos sujeitos políticos formados pela classe média urbana os militares, operários professores e estudantes se uniram para pressionar como um grupo o velho sistema e tomar o controle da situação.
A troca das elites no poder não resultou que os representantes do antigo sistema desaparecessem, nem que as relações de poder deixassem de existir, deve se notar que o estado passou agora distribuir suas funções a outros estados e não mais apenas no eixo, dando espaço aos novos grupos políticos como no sudeste ou se aliando as velhas estruturas de poder como na Bahia.
A revolução de 1930.
Na sucessão para presidente de 1930, São Paulo e Minas Gerais que dominavam a política nacional com a aliança que é conhecida como café com leite, se desentenderam dando fôlego à aliança liberal, formado por Minas Gerais, Paraíba, e Rio Grande do sul, que questionavam a candidatura de Julio prestes que depois de ganhar contra o candidato Vargas e João pessoa da Paraíba não assumiu, pois explodiu a revolução que deu á Vargas o poder, hoje o movimento é considerado um expressivo golpe contra o domínio econômico da burguesia cafeeira no Brasil da época.
Assumindo como presidente Vargas iniciou a luta contra o regionalismo. A administração do país tinha que ser única e não como na República Velha, poder dividido pelos proprietários rurais. Para Boris Fausto, a revolução acabou com a “hegemonia da burguesia do café, desenlace inscrito na própria forma de inserção do Brasil, no sistema capitalista internacional”.
A Bahia mais uma vez se posicionou contra as ondas de mudanças que pedia o país, tal como fez na programação da república, se colocou mais uma vez através de seus representantes oligárquicos contra as sementes da nova era que estava por vir. Porem para não desprezar a inevitável relação de causa e conseqüência que tem a história, e importante conhecer a Bahia e o mundo do período de 1930.
Neste período o mundo conhecia a pior e a mais longa crise do século XX que teve inicio no ano de 1929 e foi até 1933, na época os países europeus estavam atrelados economicamente aos estados unidos, que quebrado aumentou impostos e taxas de juro, outras nações para também se proteger fizeram o mesmo, o resultado foi uma onda de mudança na política de diversos países do mundo.
O Brasil que tinha sua economia escorada na exportação do café “maior renda do país” segundo o economista Oswaldo Guerra caíram fortemente o desemprego na agricultura, principal setor econômico da época cresceu bastante, provocando um êxodo do campo para as cidades. Com grande influencia no governo os agricultores pressionava o poder público que comprava para queimar o excedente de café para que os preços não caíssem ainda mais.
Segundo economista da Ufba Oswaldo Guerra em artigo, Crise de 29 e a economia Brasileira, publicado no jornal à tarde de 7/02/09, como as providencias governamentais foram insuficientes para conter a crise e as perdas, muitos dos agricultores passaram a transferir seus investimentos para as o ramo industrial que podia aproveitar a oferta de mão - de - obra barata e o mercado desabastecidos “o fechamento dos mercados internacionais impulsionaram a indústria no país”.
Com a redução de exportação de bens agrícolas a Bahia que tecnicamente era um estado de economia sustentada na agricultura sofreu com a crise, seu principal produto de exportação era o cacau, neste período toda a Bahia como e lembrada na matéria do jornal à tarde de fevereiro de 2009 sobre a crise de 30, a região cacaueira viveu um longo período de dificuldades que foram se acumulando “As crises eram cíclicas” e neste contexto que abre as assas uma nova era que pedia mais investimentos em infraestrutura, época em que as cidades começavam a ficar mais atraente que o campo agora em crise, nascia ai o consentimento para a revolução.
Que revolução na Bahia de 30?
Tecnicamente a revolução de 1930 não chegou à Bahia, segundo Luiz Henrique Dias Tavares em Historia da Bahia, o estado continua no seu atraso secular, a revolução diz ele “pairou no ar” parou na cultura política do estado que tem suas origens datadas desde as divisões de um século a traz. “O poder continua sendo um empreendimento privado de quem o datem, o clientelismo sua forma mais concreta de distribuição”.(PINHEIRO)
A revolução de trinta começou com questionamentos e ganhou força com os tenentes “novidade na política da época” levantando perguntas alimentando as revoltas e os levantes clandestinos, assumia aos poucos a nova cena política do país. Não estavam eles isolados, mas, apoiados segundo Risério por industriários, e oligarquias da aliança liberal, que contava com cafeicultores e militares, uma aliança, lembra ele “paradoxal”.
Estavam as forças políticas de oposição mesclado com ideológicos sonhadores do processo de modernização, com políticos oligárquicos que não tinham ideais definidos, só segundo Risério a “esperança que seus rivais fossem tirados do poder”. A Bahia por fim não teve uma participação de evidência nacional, a elite era contra as alianças em poucas palavras anti Vargas.
Tanto que o atual governador um representante do conservadorismo e da elite baiana oligárquica eleita para o cargo do estado, Vital Soares e Góes Calmon renunciaram para ser vice de Julio Prestes, representante dos cafeicultores do sudeste.
Porem a revolução estava às portas, e como já sabido mesmo vitorioso Prestes não assumiu, estourando a revolução que colocaria Getúlio Vargas no poder. A Bahia agora agitada pelas ondas de mudanças se viu dividida, o povo oprimido pelas reformas urbanas e pólo de um expressivo índice de desemprego com o “salário mais baixo dentre os estados da federação”, saiu às ruas para apoiar a marcha dos fuzis que descia da Paraíba.
Mais antes já haviam protagonizado um movimento conhecido como “o quebra –bondes” reação contra segundo Luiz Henrique Dias Tavares “ao imobilismo do governo, das lideranças baianas, estas divididas, como sempre. Sob a aparente indefinição dos responsáveis pelo estado, os jornais oficiais e oposicionistas, os políticos e as personalidades”.
Segundo o historiador baiano apesar de não existir nenhuma ligação da revolta como os conspiradores da revolução, pode se concluir que foi fruto da tensão política do país. Não se conhece seus lideres e sua origem, mais o estopim conhecido e que na época houve um aumento abusivo das taxas de transporte nos bondes e do elevador Lacerda. Taxas que aumentavam o custo de vida dos que mais sofriam com a crise mundial e o desemprego.
Narra Tavares que uma massa urbana se espalhou pela as ruas da cidade, quebrando e incendiando ônibus, oficinas e garagens de circular, escritórios da companhia circular, o prédio do jornal a tarde foi apedrejado, pelo apoio que deu ao aumento e por seu conservadorismo. A revolta durou seis horas e foi contida pela PM, deixado um número desconhecido de “mortos e feridos”.
O ex-governador J.J Seabra, já agia em causa própria centralizando o poder em sua pessoa, montando uma rede de dominação conhecida como o “Seabrismo” ele Seabra já havia causado um corte na união oligarca no período, então ficou a cidade de salvador dividida entre o grupo de José Joaquim Seabra, o Seabrismo e o de Góes Calmon, o Calmonismo.“Assim a Bahia de 24 a 30 foi palco de uma dura disputa das duas estrutura oligárquica” (Risério).
No ano da revolução o Calmonismo está no governo, e se posicionou contra a aliança liberal. J.J Seabra atento ao movimento político revolucionário que havia estourado com êxito no sul, adere à oposição liberal, porem Góis Calmon e vital Soares renuncia ao grupo derrotado e junta se também ao movimento de Vargas com esperanças de ocupar novamente o governo o qual foi eleito e abandonaram para ser vice de prestes. A população inteira era a favor da revolução e pós-episódio dos bondes à vontade da massa já tinha um peso importante.
A revolução então se firmou no país, com a proposta de uma nova políticas para o novo tempo.Seabra não ocupou o governo nem Góis Calmon, pois foi nomeado por Getúlio Vargas o tenente Juracy Magalhães. Começava aqui a anomalia da revolução. Com a subida de Vargas e a nomeação de Juracy não se pode negar que houve uma tentativa de mudança expressiva no plano político e social da Bahia, mudanças de fato ocorreram, mais com ela anomalias, como a união das oligarquias que sem o poder esperado com a adesão se uniram para não perder campo de dominação, e aproximação de Juracy dos novos burgueses e oligarquias sociais.
A Juracy coube costurar alianças com outras ávidas classes da sociedade Baiana, criou incentiva a agricultura e se aliou então a outras oligarquias, criando o instituo do cacau e outros para os financiar. Por fim acaba por reabilitar o poder das velhas oligarquias e consolida os interesses burgueses, nas palavras de Israel de Oliveira Pinheiro no artigo A política na Bahia atraso e personalismo, (1999) a revolução dividiu a política baiana entre “o estado novo e centralizado que se empulha cada vez mais, e de outro as oligarquias rural pressa ao passado”. Em poucas palavras diz o autor permaneceu “um passado que não se impõe mais também não se vai”.
Diante do exposto pode se concluir que a revolução não e homogênea, ela mudou onde encontrou terreno para mudança rápida, e se adequou onde não encontrou. As especificidades políticas de cada estado trouxeram mudanças rápidas e expressivas como a do governo central, e vagarosas como a da Bahia, mesmo estando esta sobre as sombras do velho sistema teve uma mudança ao longo da década, na Bahia a mudança foi o início e não o fim do movimento de modernização da política nacional foi como definiu Sérgio Buarque de Holanda, “Inexorável”.
Referências bibliográficas
FAUSTO, Boris. Historia concisa do Brasil. 2. ed. São Paulo: Edusp, 2006.
TAVARES, Luiz Henrique Dias.História da Bahia. 10.ed.Salvador: Unesp,2001.
RISÉRIO, Antonio. Uma História da Cidade da Bahia. 2. ed. Rio de Janeiro: Versal,2004.
MELO, Fernandes De.Café nacional sofreu maior baque. A tarde, Salvador, 07 de fevereiro 2009. Caderno de Cultura.p.4.
GUERRA, Oswaldo. Crise de 29 e a economia brasileira. A tarde, Salvador, 07 de fevereiro 2009. Caderno de Cultura.p.5.
PINHEIRO Israel de Oliveira.A política na Bahia: Atraso e Personalismo. Disponível em:www.bibliotecadigital.ufba.br/tde_busca/arquivo.php?...1027. Acesso em: 23 de julho 2009.
Jonival Alves dos Santos
Resumo: Quando se fala ou estuda a revolução de 1930 sabe está no presente ligada à ideia do eixo rio são Paulo, polo desde a época econômico e político do país. O que se passava na Bahia? Houve de fato uma revolução nacional? Como reagiu as elites os populares e as estruturas do poder burguês baiano? O artigo Que revolução na Bahia de 30? Propõe-se não apenas informar sobre as possíveis consequências do movimento no território baiano, mas também apresentar possíveis respostas às indagações apresentadas, e releituras de um dos movimentos mais importante da história do país.
Palavras – chaves: Revolução de 1930, Poder, conservadorismo.
Introdução
A revolução de 30 e os acontecimentos sociais da época só podem ser entendidos se visto pelo movimento de modernização e urbanização da sociedade brasileira, processo que foi denominado por Sérgio Buarque de Holanda, de revolução por alterar as estruturas do país de forma lenta e por vezes pouco notada, de “inexoravelmente”.
É nesse contexto de transformações urbanas estruturais ao longo das primeiras décadas do século XX, que nascem os novos sujeitos políticos, que lutavam pelo direito de participar das decisões que se referem ao futuro do país. Estes grupos criticavam a situação política de seus estados dominados pelo poder das oligarquias estaduais do norte ao sul do país.
Com essas transformações é que se dar à revolução de 30 que põe fim à política do “café-com-leite” que ficou assim conhecida pelo rodízio das oligarquias política e econômica do Estado de São Paulo e Minas gerais no governo do país. E neste contexto que os novos sujeitos políticos formados pela classe média urbana os militares, operários professores e estudantes se uniram para pressionar como um grupo o velho sistema e tomar o controle da situação.
A troca das elites no poder não resultou que os representantes do antigo sistema desaparecessem, nem que as relações de poder deixassem de existir, deve se notar que o estado passou agora distribuir suas funções a outros estados e não mais apenas no eixo, dando espaço aos novos grupos políticos como no sudeste ou se aliando as velhas estruturas de poder como na Bahia.
A revolução de 1930.
Na sucessão para presidente de 1930, São Paulo e Minas Gerais que dominavam a política nacional com a aliança que é conhecida como café com leite, se desentenderam dando fôlego à aliança liberal, formado por Minas Gerais, Paraíba, e Rio Grande do sul, que questionavam a candidatura de Julio prestes que depois de ganhar contra o candidato Vargas e João pessoa da Paraíba não assumiu, pois explodiu a revolução que deu á Vargas o poder, hoje o movimento é considerado um expressivo golpe contra o domínio econômico da burguesia cafeeira no Brasil da época.
Assumindo como presidente Vargas iniciou a luta contra o regionalismo. A administração do país tinha que ser única e não como na República Velha, poder dividido pelos proprietários rurais. Para Boris Fausto, a revolução acabou com a “hegemonia da burguesia do café, desenlace inscrito na própria forma de inserção do Brasil, no sistema capitalista internacional”.
A Bahia mais uma vez se posicionou contra as ondas de mudanças que pedia o país, tal como fez na programação da república, se colocou mais uma vez através de seus representantes oligárquicos contra as sementes da nova era que estava por vir. Porem para não desprezar a inevitável relação de causa e conseqüência que tem a história, e importante conhecer a Bahia e o mundo do período de 1930.
Neste período o mundo conhecia a pior e a mais longa crise do século XX que teve inicio no ano de 1929 e foi até 1933, na época os países europeus estavam atrelados economicamente aos estados unidos, que quebrado aumentou impostos e taxas de juro, outras nações para também se proteger fizeram o mesmo, o resultado foi uma onda de mudança na política de diversos países do mundo.
O Brasil que tinha sua economia escorada na exportação do café “maior renda do país” segundo o economista Oswaldo Guerra caíram fortemente o desemprego na agricultura, principal setor econômico da época cresceu bastante, provocando um êxodo do campo para as cidades. Com grande influencia no governo os agricultores pressionava o poder público que comprava para queimar o excedente de café para que os preços não caíssem ainda mais.
Segundo economista da Ufba Oswaldo Guerra em artigo, Crise de 29 e a economia Brasileira, publicado no jornal à tarde de 7/02/09, como as providencias governamentais foram insuficientes para conter a crise e as perdas, muitos dos agricultores passaram a transferir seus investimentos para as o ramo industrial que podia aproveitar a oferta de mão - de - obra barata e o mercado desabastecidos “o fechamento dos mercados internacionais impulsionaram a indústria no país”.
Com a redução de exportação de bens agrícolas a Bahia que tecnicamente era um estado de economia sustentada na agricultura sofreu com a crise, seu principal produto de exportação era o cacau, neste período toda a Bahia como e lembrada na matéria do jornal à tarde de fevereiro de 2009 sobre a crise de 30, a região cacaueira viveu um longo período de dificuldades que foram se acumulando “As crises eram cíclicas” e neste contexto que abre as assas uma nova era que pedia mais investimentos em infraestrutura, época em que as cidades começavam a ficar mais atraente que o campo agora em crise, nascia ai o consentimento para a revolução.
Que revolução na Bahia de 30?
Tecnicamente a revolução de 1930 não chegou à Bahia, segundo Luiz Henrique Dias Tavares em Historia da Bahia, o estado continua no seu atraso secular, a revolução diz ele “pairou no ar” parou na cultura política do estado que tem suas origens datadas desde as divisões de um século a traz. “O poder continua sendo um empreendimento privado de quem o datem, o clientelismo sua forma mais concreta de distribuição”.(PINHEIRO)
A revolução de trinta começou com questionamentos e ganhou força com os tenentes “novidade na política da época” levantando perguntas alimentando as revoltas e os levantes clandestinos, assumia aos poucos a nova cena política do país. Não estavam eles isolados, mas, apoiados segundo Risério por industriários, e oligarquias da aliança liberal, que contava com cafeicultores e militares, uma aliança, lembra ele “paradoxal”.
Estavam as forças políticas de oposição mesclado com ideológicos sonhadores do processo de modernização, com políticos oligárquicos que não tinham ideais definidos, só segundo Risério a “esperança que seus rivais fossem tirados do poder”. A Bahia por fim não teve uma participação de evidência nacional, a elite era contra as alianças em poucas palavras anti Vargas.
Tanto que o atual governador um representante do conservadorismo e da elite baiana oligárquica eleita para o cargo do estado, Vital Soares e Góes Calmon renunciaram para ser vice de Julio Prestes, representante dos cafeicultores do sudeste.
Porem a revolução estava às portas, e como já sabido mesmo vitorioso Prestes não assumiu, estourando a revolução que colocaria Getúlio Vargas no poder. A Bahia agora agitada pelas ondas de mudanças se viu dividida, o povo oprimido pelas reformas urbanas e pólo de um expressivo índice de desemprego com o “salário mais baixo dentre os estados da federação”, saiu às ruas para apoiar a marcha dos fuzis que descia da Paraíba.
Mais antes já haviam protagonizado um movimento conhecido como “o quebra –bondes” reação contra segundo Luiz Henrique Dias Tavares “ao imobilismo do governo, das lideranças baianas, estas divididas, como sempre. Sob a aparente indefinição dos responsáveis pelo estado, os jornais oficiais e oposicionistas, os políticos e as personalidades”.
Segundo o historiador baiano apesar de não existir nenhuma ligação da revolta como os conspiradores da revolução, pode se concluir que foi fruto da tensão política do país. Não se conhece seus lideres e sua origem, mais o estopim conhecido e que na época houve um aumento abusivo das taxas de transporte nos bondes e do elevador Lacerda. Taxas que aumentavam o custo de vida dos que mais sofriam com a crise mundial e o desemprego.
Narra Tavares que uma massa urbana se espalhou pela as ruas da cidade, quebrando e incendiando ônibus, oficinas e garagens de circular, escritórios da companhia circular, o prédio do jornal a tarde foi apedrejado, pelo apoio que deu ao aumento e por seu conservadorismo. A revolta durou seis horas e foi contida pela PM, deixado um número desconhecido de “mortos e feridos”.
O ex-governador J.J Seabra, já agia em causa própria centralizando o poder em sua pessoa, montando uma rede de dominação conhecida como o “Seabrismo” ele Seabra já havia causado um corte na união oligarca no período, então ficou a cidade de salvador dividida entre o grupo de José Joaquim Seabra, o Seabrismo e o de Góes Calmon, o Calmonismo.“Assim a Bahia de 24 a 30 foi palco de uma dura disputa das duas estrutura oligárquica” (Risério).
No ano da revolução o Calmonismo está no governo, e se posicionou contra a aliança liberal. J.J Seabra atento ao movimento político revolucionário que havia estourado com êxito no sul, adere à oposição liberal, porem Góis Calmon e vital Soares renuncia ao grupo derrotado e junta se também ao movimento de Vargas com esperanças de ocupar novamente o governo o qual foi eleito e abandonaram para ser vice de prestes. A população inteira era a favor da revolução e pós-episódio dos bondes à vontade da massa já tinha um peso importante.
A revolução então se firmou no país, com a proposta de uma nova políticas para o novo tempo.Seabra não ocupou o governo nem Góis Calmon, pois foi nomeado por Getúlio Vargas o tenente Juracy Magalhães. Começava aqui a anomalia da revolução. Com a subida de Vargas e a nomeação de Juracy não se pode negar que houve uma tentativa de mudança expressiva no plano político e social da Bahia, mudanças de fato ocorreram, mais com ela anomalias, como a união das oligarquias que sem o poder esperado com a adesão se uniram para não perder campo de dominação, e aproximação de Juracy dos novos burgueses e oligarquias sociais.
A Juracy coube costurar alianças com outras ávidas classes da sociedade Baiana, criou incentiva a agricultura e se aliou então a outras oligarquias, criando o instituo do cacau e outros para os financiar. Por fim acaba por reabilitar o poder das velhas oligarquias e consolida os interesses burgueses, nas palavras de Israel de Oliveira Pinheiro no artigo A política na Bahia atraso e personalismo, (1999) a revolução dividiu a política baiana entre “o estado novo e centralizado que se empulha cada vez mais, e de outro as oligarquias rural pressa ao passado”. Em poucas palavras diz o autor permaneceu “um passado que não se impõe mais também não se vai”.
Diante do exposto pode se concluir que a revolução não e homogênea, ela mudou onde encontrou terreno para mudança rápida, e se adequou onde não encontrou. As especificidades políticas de cada estado trouxeram mudanças rápidas e expressivas como a do governo central, e vagarosas como a da Bahia, mesmo estando esta sobre as sombras do velho sistema teve uma mudança ao longo da década, na Bahia a mudança foi o início e não o fim do movimento de modernização da política nacional foi como definiu Sérgio Buarque de Holanda, “Inexorável”.
Referências bibliográficas
FAUSTO, Boris. Historia concisa do Brasil. 2. ed. São Paulo: Edusp, 2006.
TAVARES, Luiz Henrique Dias.História da Bahia. 10.ed.Salvador: Unesp,2001.
RISÉRIO, Antonio. Uma História da Cidade da Bahia. 2. ed. Rio de Janeiro: Versal,2004.
MELO, Fernandes De.Café nacional sofreu maior baque. A tarde, Salvador, 07 de fevereiro 2009. Caderno de Cultura.p.4.
GUERRA, Oswaldo. Crise de 29 e a economia brasileira. A tarde, Salvador, 07 de fevereiro 2009. Caderno de Cultura.p.5.
PINHEIRO Israel de Oliveira.A política na Bahia: Atraso e Personalismo. Disponível em:www.bibliotecadigital.ufba.br/tde_busca/arquivo.php?...1027. Acesso em: 23 de julho 2009.