Elliot, JH. A igreja católica na América espanhola colonial. In: Bethell, Leslie (org.) América Latina Colonial. VOL.I. São Paulo: Edusp, 1998.
Trata-se de um texto de poucas páginas, mas de idéias e informações que são de fundamental importância para a compreensão da transplantação da Igreja Católica para América espanhola.
O texto inicia-se mostrando que a igreja católica foi transferida para o Novo Mundo, com base nas novas transformações que a Península Ibérica havia sofrido desde o fim da Idade Média. Em meio a essas mudanças o Estado tinha mais controle sobre a igreja. Tal submissão se dava por vários motivos, um deles era que Roma não tinha recurso suficiente para financiar a propagação da fé em terras recém-descobertas e estava cada vez mais preocupada com o crescimento do protestantismo.
Esta primeira parte pode-se notar que a igreja nas Índias, funcionaria como uma instituição missionária, doutrinando e apressando os índios de acordo com sua ideologia pregando lealdade à coroa de Castela. O autor observa que a coroa espanhola já vinha aderindo aos movimentos reformistas que tinha como idéia a revitalização dos estudos bíblicos e teológicos. Nesse contexto decidiram não ter os monges em suas terras, pois eles eram medievais e não estavam aptos a missão de evangelizar. Para esse novo tempo os monarcas recorreram às ordens medicantes, elas não tinham interesses financeiros e estavam predisposta a aventura da pregação do evangelho. Foram introduzidas cinco ordens, os franciscanos, dominicanos, agostinianos, mercedários e os jesuítas.
Elliot enfatiza que os jesuítas tiveram grande importância no campo educacional, foram eles os responsáveis pela fundação de universidades, entretanto ele os critica, ressaltando que as universidades do Novo Mundo eram privilégios do clero e poucos eram os cursos oferecidos em outras áreas que não fossem de teologia e filosofia.
O texto mostra que as ordens femininas em sua grande maioria foram fundadas na América. Eram compostas por crioulas e mestiças. As índias eram admitidas, mas em menor quantidade elas faziam parte de uma camada inferior dentro dos conventos. Essas ordens não tinham função de evangelizar sua tarefa era cuidar da educação das filhas do setor crioulo.
Após ser consolidada no Novo Mundo a igreja estava mais rígida em relação a pratica religiosa dos nativos. Ela percebeu que as religiões pagãs continuavam existindo e “prejudicando a vida dos índios”. Para combater o paganismo, deixou de lado a época dos missionários e passaram a utilizar os métodos inquisitoriais, isso levou a uma verdadeira guerra, onde os índios foram obrigados a distanciar de suas tradições, tendo que viver uma duplicidade religiosa. A inquisição na América assim como em outros lugares teve como alvo impedir o protestanismo e o judaísmo além de praticas superticiosas de escravos e homens livres.
O século XVIII foi marcado por conflitos entre o Estado e a igreja. O Estado com novas ideologias fez de tudo para enfraquecê-la. Nessa briga os jesuítas eram os únicos capazes de questionar o autoritarismo do novo regalismo, por serem mais independentes e poderosos tanto na Espanha como nas colônias. A campanha antijesuítica conseguiu enfraquece-los mais ainda e acabou por serem expulsos da América espanhola. O resultado dessa briga foi que nas ultimas décadas do período colonial a igreja se tornará mais subordinada ao Estado.
Pela segurança das informações nele contidas, esse texto será útil para aos estudantes de História, pois sua leitura proporcionará mais conhecimento acerca do tema proposto.
Trata-se de um texto de poucas páginas, mas de idéias e informações que são de fundamental importância para a compreensão da transplantação da Igreja Católica para América espanhola.
O texto inicia-se mostrando que a igreja católica foi transferida para o Novo Mundo, com base nas novas transformações que a Península Ibérica havia sofrido desde o fim da Idade Média. Em meio a essas mudanças o Estado tinha mais controle sobre a igreja. Tal submissão se dava por vários motivos, um deles era que Roma não tinha recurso suficiente para financiar a propagação da fé em terras recém-descobertas e estava cada vez mais preocupada com o crescimento do protestantismo.
Esta primeira parte pode-se notar que a igreja nas Índias, funcionaria como uma instituição missionária, doutrinando e apressando os índios de acordo com sua ideologia pregando lealdade à coroa de Castela. O autor observa que a coroa espanhola já vinha aderindo aos movimentos reformistas que tinha como idéia a revitalização dos estudos bíblicos e teológicos. Nesse contexto decidiram não ter os monges em suas terras, pois eles eram medievais e não estavam aptos a missão de evangelizar. Para esse novo tempo os monarcas recorreram às ordens medicantes, elas não tinham interesses financeiros e estavam predisposta a aventura da pregação do evangelho. Foram introduzidas cinco ordens, os franciscanos, dominicanos, agostinianos, mercedários e os jesuítas.
Elliot enfatiza que os jesuítas tiveram grande importância no campo educacional, foram eles os responsáveis pela fundação de universidades, entretanto ele os critica, ressaltando que as universidades do Novo Mundo eram privilégios do clero e poucos eram os cursos oferecidos em outras áreas que não fossem de teologia e filosofia.
O texto mostra que as ordens femininas em sua grande maioria foram fundadas na América. Eram compostas por crioulas e mestiças. As índias eram admitidas, mas em menor quantidade elas faziam parte de uma camada inferior dentro dos conventos. Essas ordens não tinham função de evangelizar sua tarefa era cuidar da educação das filhas do setor crioulo.
Após ser consolidada no Novo Mundo a igreja estava mais rígida em relação a pratica religiosa dos nativos. Ela percebeu que as religiões pagãs continuavam existindo e “prejudicando a vida dos índios”. Para combater o paganismo, deixou de lado a época dos missionários e passaram a utilizar os métodos inquisitoriais, isso levou a uma verdadeira guerra, onde os índios foram obrigados a distanciar de suas tradições, tendo que viver uma duplicidade religiosa. A inquisição na América assim como em outros lugares teve como alvo impedir o protestanismo e o judaísmo além de praticas superticiosas de escravos e homens livres.
O século XVIII foi marcado por conflitos entre o Estado e a igreja. O Estado com novas ideologias fez de tudo para enfraquecê-la. Nessa briga os jesuítas eram os únicos capazes de questionar o autoritarismo do novo regalismo, por serem mais independentes e poderosos tanto na Espanha como nas colônias. A campanha antijesuítica conseguiu enfraquece-los mais ainda e acabou por serem expulsos da América espanhola. O resultado dessa briga foi que nas ultimas décadas do período colonial a igreja se tornará mais subordinada ao Estado.
Pela segurança das informações nele contidas, esse texto será útil para aos estudantes de História, pois sua leitura proporcionará mais conhecimento acerca do tema proposto.
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