segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A DIVISÃO SOCIAL DO TRABALHO

A partir da publicação do manifesto comunista em 1848, Karl Max lançou as bases do socialismo histórico onde Argumentavam que as transformações que a historia vivem e viverá serão determinados pelos fatores econômicos e pelas condições de vida material dominantes da sociedade. Marx identificou classes que sempre esteve presente ao longo da historia como os homens livres, escravos patrícios e plebeus, barão e servos, opressores e o e oprimidos. Segundo Karl essas classes sempre viveram e ainda hoje vivem, uma constante guerra disfarçada por hora explícita que sempre terminava com uma mudança revolucionaria. Essas mudanças ocorre de maneiras distintas por cousas dos diferentes características e condições.
Após as modificações capitalistas o homem se tornou alienado dedicando sua força de trabalho a uma só atividade, a relação do produtor com o produto se modificou, a classe burguesa passou acumular e dominar os meios, não havendo neste conflito igualdade natural.
Focados na compreensão dos mecanismos que garantem à conservação de valores ligados a união da sociedade Emile Durkheim aponta que os mecanismos de coerção e imposição da sociedade são fundamentais para a preservação da ordem, são segundo ele os fatos sociais os mecanismos necessários para a harmonia social. Os fatos sociais são as formas de agir de um individuo na sociedade como, por exemplo, o modo de se vestir em determinados ambientes. Os fatos sociais se caracterizam por generalidade, exterioridade e coercitividade. Generalidade quando há fator comum entre os membros de um grupo, exterioridade quando o fato existe independente da vontade do individuo, coercitividade os indivíduos e obrigados a seguir o comportamento estabelecido. Diante destas características Durkheim afirma que o fato social deve ser observado e estudado tal como a natureza e pela ciência. Para Efetuar este estudo através de observações ele definiu a sociedade entre normal e patológica. Patológico e aquela que não se encaixam nos limites do permitido, a que extrapola o que e normal. A normal e a sociedade onde os indivíduos aceitam e não avança os limites determinados.
Para o autor a transformação da solidariedade se deu a partir da passagem do trabalho artesão para o capitalista, ou seja, da Mecânica para a orgânica. A relação mecânica se dar no âmbito familiar, comum na sociedade pré-capitalista, quando os indivíduos se identificam por crenças comuns, e pelo coletivo onde ocorre uma relação de identidade. Nas relações orgânicas que e a caracterizada pelas relações capitalista os indivíduos se interdependentes essa interdependência e que segundo o autor garante a união social, essa solidariedade é tipicamente capitalista, pois não reforça a identidade, matem o individuo dependente da ação social que completa se uma com as outras. Através da analise destes dois tipos de sociedade, Mecânica e orgânica e que Durkhein analisa a divisão social do trabalho.
Diante da analise dos autores concluo que há entre eles diferenças quando estes analisam a sociedade através dos seus meios e das relaçoes trabalhistas. Para Karl Marx os conflitos são resultados de um fenômeno normal do percurso histórico. Para Durkhaeim os conflitos indicativos para analise do estado da sociedade, que pode estar normal ou estar passando por
um processo patológico.

CULTURA INDIGENA

A história do Brasil não tem identidade, ou a que e apresentada como oficial e cega, não consegue enxergar além do visível, em síntese a historiografia brasileira e mais do que os olhos podem ver.
A nossa história e monumento e como toda e uma mentira, basta se depara com obras como a Árvore do esquecimento de Victor Leonardi, para se ter uma idéia de como os povos nativos foram vítimas em um conflito “interétinico” movido ao sabor da ocupação do território “descoberto” para a modernidade do império português e mais tarde do império Brasileiro é republicano.

O objetivo da riqueza e da exploração em um território sem limites e pronto a ser construído foi a tela de fundo de um extermínio físico, e de forma mais cruel, ideológico, que amputou o nativo na alma, a cultura do açúcar avançou e dizimou áreas de ocupação nativa, seguido pelo ouro e pecuária e outros ainda presentes.

O nativo teve que lutar pela existência também de seu império de sentidos culturais , pois a história do homem europeu os classificaram como “os índios” transformando em uma só espécie, como se estes fossem desprovidos de diferenciações pluriculturais.Victor Leonardi lembra que “referir – se a seus membros como índios é uma atitude mental semelhante aquela que teria alguém que anulasse as particularidades culturais na Europa e na Ásia.” (Pg 279 ,1996)

Assim se deu o extermínio ideológico, o esquecimento do título À árvore do esquecimento, refere se também aos vários serem humanos habitantes deste território que no templo dos conflitos, foram vítimas de não só armas pedras e fogo, mais de doenças nunca vistas, da qual a ciência natural indígena não tinha se preparado. A idéia de índio se resvala em toda construção literária e historiográfica do início da colonização principalmente nos relatos de viagem.

Pode se notar o primórdio da ideologia do selvagem, em uma grande obra a ser indagada, A primeira história do Brasil de Pero de Magalhães Gândavo, que escreveu a obra e lançou obedecendo as concepções vigentes da origem da descoberta exótica. A riqueza da sua obra só pode ser extraída se vista pelo viés que a conduziu, basta se ater ao fato que não há fala do nativo, ele sempre e observado enquanto um diferente, exótico e até sobre natural, para compreender as concepções humanas da época do despovoamento.



Esse índio tem sempre grandes guerras uns contra os outros e assim nunca se acha neles paz nem será possível (sendo vingativos e odiosos) vedarem se entre eles estas discórdias por outra nenhuma via se não for por meio da doutrina cristã com que o os padres da companhia pouco a pouco os vão amansando como adiante direi.(2004, pag145).


Neste fragmento do livro nota se como há um forte interesse que mais tarde percebe- se que findou, de construir o nativo como um selvagem a moda européia.A utilização do adjetivo índio no plural denota nesta época uma generalização que como dito, excluía as diferentes culturas destes homens, Gândavo fala de nações mais não se ocupa em destacar suas diferenças.
Não e difícil antevê o peso que uma obra como esta teve para a mentalidade da época, mesmo sendo publicada anos depois e ter sido relegada a um esquecimento quem sabe proposital. Não assusta reconhecer que esta construção ainda encontra sustentação na leitura de mundo presente, onde ainda não se reconhece que no Brasil não se fala apenas o português mais sim 180 línguas indígenas, por perto de 300.000 nativos, dados apresentados por Victor Leonardi, que também destaca ,a paz entre as etnias não ocorreu no Brasil devido às ações desumanas dos conceitos de civilização.
Vainfas na obra, 500 anos de despovoamento, ressalta que as transformações dos anos 40 a 50, onde a questão territorial foi revista, dando o nativo o direito a reocupar territórios e as recentes reservas e demarcações físicas com base na história cultural, possível foi devido aos avanços na idéia de etnias é as mudanças de mentalidades acerca da questão:

Os trabalhos dos Villas-Boas, de Claude Levi-Strauss, de Darcy Ribeiro e tantos outros jogaram papel decisivo na repercussão política de conceitos mais ligados á “etnicidade” dos grupos indígenas, superando se pouco a pouco a noção genérica de índio, via de regra estereotipada.


E bom ressaltar que este reconhecimento político não eliminou a luta pela identidade territorial, muita ainda são os conflitos que estão segundo Ronaldo Vainfas relacionados com o processo histórico que não se cala em papel e leis. Todas as obras citadas neste artigo ainda esta restrita ao universo acadêmico, e mesmo assim a nem todos, pois vale lembra que os mesmos foram disponibilizados na quase dádiva da disciplina cultura indígena do curso de história 8ª período da Universidade do Estado da Bahia -UNEB, sendo possível mesmo na instituição encontras desvios de entendimento da questão enquanto a outros cursos.
Realidade não apenas comum ao campus, mais às diversas instâncias do saber pelo país, tal como ilustrado no artigo veiculado no jornal do Brasil 11/09/08 de autoria de uma graduada em sociologia e política e administração pública pela universidade federal de Mina Gerais, especialista em ciências política, Maria Lúcia Victor Barbosa, que ao longo do texto descarta a possibilidade da etnogêneses, termo cunhado por Miguel Alberto Bartorlloné para dignar os diferentes processos de vida dos grupos sociais.
No artigo publicado no editorial do jornal do Brasil, a autora nega haver uma preservação da cultura indígena, citando exemplo o uso de arma de fogo para caçar animais para uma tradicional refeição, como se o fato de utilizarem novos meios como barco a motor já os desqualifica quanto à defendida tradição.Bartoloné em as etnogêneses: velhos atores e novos papeis no cenário cultural e político, lembra:
Talvez se possa concluir assinalando que a etnogeneses para além de todos os fenômenos já exposto, destaca o dinamismo inerente ás estruturas sociais, uma vez que tais estruturas não atuam sobre agentes passivos, mais sobre sujeitos ativos, capaz de modificar de acordo com seus interesses contextualizados.(pag21).

Por fim a historiografia brasileira não tem uma identidade nativa, ainda há resistências sobre suas intencionalidades. Ainda serve ao poder cada vez mais invisível em suas maravilhas urbanas e modernas, para a história a cultura indígena ainda estar em estradas tortuosas, onde todas as luzes que nos guiam nos cegam.