segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A DIVISÃO SOCIAL DO TRABALHO

A partir da publicação do manifesto comunista em 1848, Karl Max lançou as bases do socialismo histórico onde Argumentavam que as transformações que a historia vivem e viverá serão determinados pelos fatores econômicos e pelas condições de vida material dominantes da sociedade. Marx identificou classes que sempre esteve presente ao longo da historia como os homens livres, escravos patrícios e plebeus, barão e servos, opressores e o e oprimidos. Segundo Karl essas classes sempre viveram e ainda hoje vivem, uma constante guerra disfarçada por hora explícita que sempre terminava com uma mudança revolucionaria. Essas mudanças ocorre de maneiras distintas por cousas dos diferentes características e condições.
Após as modificações capitalistas o homem se tornou alienado dedicando sua força de trabalho a uma só atividade, a relação do produtor com o produto se modificou, a classe burguesa passou acumular e dominar os meios, não havendo neste conflito igualdade natural.
Focados na compreensão dos mecanismos que garantem à conservação de valores ligados a união da sociedade Emile Durkheim aponta que os mecanismos de coerção e imposição da sociedade são fundamentais para a preservação da ordem, são segundo ele os fatos sociais os mecanismos necessários para a harmonia social. Os fatos sociais são as formas de agir de um individuo na sociedade como, por exemplo, o modo de se vestir em determinados ambientes. Os fatos sociais se caracterizam por generalidade, exterioridade e coercitividade. Generalidade quando há fator comum entre os membros de um grupo, exterioridade quando o fato existe independente da vontade do individuo, coercitividade os indivíduos e obrigados a seguir o comportamento estabelecido. Diante destas características Durkheim afirma que o fato social deve ser observado e estudado tal como a natureza e pela ciência. Para Efetuar este estudo através de observações ele definiu a sociedade entre normal e patológica. Patológico e aquela que não se encaixam nos limites do permitido, a que extrapola o que e normal. A normal e a sociedade onde os indivíduos aceitam e não avança os limites determinados.
Para o autor a transformação da solidariedade se deu a partir da passagem do trabalho artesão para o capitalista, ou seja, da Mecânica para a orgânica. A relação mecânica se dar no âmbito familiar, comum na sociedade pré-capitalista, quando os indivíduos se identificam por crenças comuns, e pelo coletivo onde ocorre uma relação de identidade. Nas relações orgânicas que e a caracterizada pelas relações capitalista os indivíduos se interdependentes essa interdependência e que segundo o autor garante a união social, essa solidariedade é tipicamente capitalista, pois não reforça a identidade, matem o individuo dependente da ação social que completa se uma com as outras. Através da analise destes dois tipos de sociedade, Mecânica e orgânica e que Durkhein analisa a divisão social do trabalho.
Diante da analise dos autores concluo que há entre eles diferenças quando estes analisam a sociedade através dos seus meios e das relaçoes trabalhistas. Para Karl Marx os conflitos são resultados de um fenômeno normal do percurso histórico. Para Durkhaeim os conflitos indicativos para analise do estado da sociedade, que pode estar normal ou estar passando por
um processo patológico.

CULTURA INDIGENA

A história do Brasil não tem identidade, ou a que e apresentada como oficial e cega, não consegue enxergar além do visível, em síntese a historiografia brasileira e mais do que os olhos podem ver.
A nossa história e monumento e como toda e uma mentira, basta se depara com obras como a Árvore do esquecimento de Victor Leonardi, para se ter uma idéia de como os povos nativos foram vítimas em um conflito “interétinico” movido ao sabor da ocupação do território “descoberto” para a modernidade do império português e mais tarde do império Brasileiro é republicano.

O objetivo da riqueza e da exploração em um território sem limites e pronto a ser construído foi a tela de fundo de um extermínio físico, e de forma mais cruel, ideológico, que amputou o nativo na alma, a cultura do açúcar avançou e dizimou áreas de ocupação nativa, seguido pelo ouro e pecuária e outros ainda presentes.

O nativo teve que lutar pela existência também de seu império de sentidos culturais , pois a história do homem europeu os classificaram como “os índios” transformando em uma só espécie, como se estes fossem desprovidos de diferenciações pluriculturais.Victor Leonardi lembra que “referir – se a seus membros como índios é uma atitude mental semelhante aquela que teria alguém que anulasse as particularidades culturais na Europa e na Ásia.” (Pg 279 ,1996)

Assim se deu o extermínio ideológico, o esquecimento do título À árvore do esquecimento, refere se também aos vários serem humanos habitantes deste território que no templo dos conflitos, foram vítimas de não só armas pedras e fogo, mais de doenças nunca vistas, da qual a ciência natural indígena não tinha se preparado. A idéia de índio se resvala em toda construção literária e historiográfica do início da colonização principalmente nos relatos de viagem.

Pode se notar o primórdio da ideologia do selvagem, em uma grande obra a ser indagada, A primeira história do Brasil de Pero de Magalhães Gândavo, que escreveu a obra e lançou obedecendo as concepções vigentes da origem da descoberta exótica. A riqueza da sua obra só pode ser extraída se vista pelo viés que a conduziu, basta se ater ao fato que não há fala do nativo, ele sempre e observado enquanto um diferente, exótico e até sobre natural, para compreender as concepções humanas da época do despovoamento.



Esse índio tem sempre grandes guerras uns contra os outros e assim nunca se acha neles paz nem será possível (sendo vingativos e odiosos) vedarem se entre eles estas discórdias por outra nenhuma via se não for por meio da doutrina cristã com que o os padres da companhia pouco a pouco os vão amansando como adiante direi.(2004, pag145).


Neste fragmento do livro nota se como há um forte interesse que mais tarde percebe- se que findou, de construir o nativo como um selvagem a moda européia.A utilização do adjetivo índio no plural denota nesta época uma generalização que como dito, excluía as diferentes culturas destes homens, Gândavo fala de nações mais não se ocupa em destacar suas diferenças.
Não e difícil antevê o peso que uma obra como esta teve para a mentalidade da época, mesmo sendo publicada anos depois e ter sido relegada a um esquecimento quem sabe proposital. Não assusta reconhecer que esta construção ainda encontra sustentação na leitura de mundo presente, onde ainda não se reconhece que no Brasil não se fala apenas o português mais sim 180 línguas indígenas, por perto de 300.000 nativos, dados apresentados por Victor Leonardi, que também destaca ,a paz entre as etnias não ocorreu no Brasil devido às ações desumanas dos conceitos de civilização.
Vainfas na obra, 500 anos de despovoamento, ressalta que as transformações dos anos 40 a 50, onde a questão territorial foi revista, dando o nativo o direito a reocupar territórios e as recentes reservas e demarcações físicas com base na história cultural, possível foi devido aos avanços na idéia de etnias é as mudanças de mentalidades acerca da questão:

Os trabalhos dos Villas-Boas, de Claude Levi-Strauss, de Darcy Ribeiro e tantos outros jogaram papel decisivo na repercussão política de conceitos mais ligados á “etnicidade” dos grupos indígenas, superando se pouco a pouco a noção genérica de índio, via de regra estereotipada.


E bom ressaltar que este reconhecimento político não eliminou a luta pela identidade territorial, muita ainda são os conflitos que estão segundo Ronaldo Vainfas relacionados com o processo histórico que não se cala em papel e leis. Todas as obras citadas neste artigo ainda esta restrita ao universo acadêmico, e mesmo assim a nem todos, pois vale lembra que os mesmos foram disponibilizados na quase dádiva da disciplina cultura indígena do curso de história 8ª período da Universidade do Estado da Bahia -UNEB, sendo possível mesmo na instituição encontras desvios de entendimento da questão enquanto a outros cursos.
Realidade não apenas comum ao campus, mais às diversas instâncias do saber pelo país, tal como ilustrado no artigo veiculado no jornal do Brasil 11/09/08 de autoria de uma graduada em sociologia e política e administração pública pela universidade federal de Mina Gerais, especialista em ciências política, Maria Lúcia Victor Barbosa, que ao longo do texto descarta a possibilidade da etnogêneses, termo cunhado por Miguel Alberto Bartorlloné para dignar os diferentes processos de vida dos grupos sociais.
No artigo publicado no editorial do jornal do Brasil, a autora nega haver uma preservação da cultura indígena, citando exemplo o uso de arma de fogo para caçar animais para uma tradicional refeição, como se o fato de utilizarem novos meios como barco a motor já os desqualifica quanto à defendida tradição.Bartoloné em as etnogêneses: velhos atores e novos papeis no cenário cultural e político, lembra:
Talvez se possa concluir assinalando que a etnogeneses para além de todos os fenômenos já exposto, destaca o dinamismo inerente ás estruturas sociais, uma vez que tais estruturas não atuam sobre agentes passivos, mais sobre sujeitos ativos, capaz de modificar de acordo com seus interesses contextualizados.(pag21).

Por fim a historiografia brasileira não tem uma identidade nativa, ainda há resistências sobre suas intencionalidades. Ainda serve ao poder cada vez mais invisível em suas maravilhas urbanas e modernas, para a história a cultura indígena ainda estar em estradas tortuosas, onde todas as luzes que nos guiam nos cegam.

domingo, 18 de julho de 2010

Que revolução na Bahia de 30?
Jonival Alves dos Santos

Resumo: Quando se fala ou estuda a revolução de 1930 sabe está no presente ligada à ideia do eixo rio são Paulo, polo desde a época econômico e político do país. O que se passava na Bahia? Houve de fato uma revolução nacional? Como reagiu as elites os populares e as estruturas do poder burguês baiano? O artigo Que revolução na Bahia de 30? Propõe-se não apenas informar sobre as possíveis consequências do movimento no território baiano, mas também apresentar possíveis respostas às indagações apresentadas, e releituras de um dos movimentos mais importante da história do país.

Palavras – chaves: Revolução de 1930, Poder, conservadorismo.


Introdução
A revolução de 30 e os acontecimentos sociais da época só podem ser entendidos se visto pelo movimento de modernização e urbanização da sociedade brasileira, processo que foi denominado por Sérgio Buarque de Holanda, de revolução por alterar as estruturas do país de forma lenta e por vezes pouco notada, de “inexoravelmente”.
É nesse contexto de transformações urbanas estruturais ao longo das primeiras décadas do século XX, que nascem os novos sujeitos políticos, que lutavam pelo direito de participar das decisões que se referem ao futuro do país. Estes grupos criticavam a situação política de seus estados dominados pelo poder das oligarquias estaduais do norte ao sul do país.
Com essas transformações é que se dar à revolução de 30 que põe fim à política do “café-com-leite” que ficou assim conhecida pelo rodízio das oligarquias política e econômica do Estado de São Paulo e Minas gerais no governo do país. E neste contexto que os novos sujeitos políticos formados pela classe média urbana os militares, operários professores e estudantes se uniram para pressionar como um grupo o velho sistema e tomar o controle da situação.
A troca das elites no poder não resultou que os representantes do antigo sistema desaparecessem, nem que as relações de poder deixassem de existir, deve se notar que o estado passou agora distribuir suas funções a outros estados e não mais apenas no eixo, dando espaço aos novos grupos políticos como no sudeste ou se aliando as velhas estruturas de poder como na Bahia.
A revolução de 1930.
Na sucessão para presidente de 1930, São Paulo e Minas Gerais que dominavam a política nacional com a aliança que é conhecida como café com leite, se desentenderam dando fôlego à aliança liberal, formado por Minas Gerais, Paraíba, e Rio Grande do sul, que questionavam a candidatura de Julio prestes que depois de ganhar contra o candidato Vargas e João pessoa da Paraíba não assumiu, pois explodiu a revolução que deu á Vargas o poder, hoje o movimento é considerado um expressivo golpe contra o domínio econômico da burguesia cafeeira no Brasil da época.
Assumindo como presidente Vargas iniciou a luta contra o regionalismo. A administração do país tinha que ser única e não como na República Velha, poder dividido pelos proprietários rurais. Para Boris Fausto, a revolução acabou com a “hegemonia da burguesia do café, desenlace inscrito na própria forma de inserção do Brasil, no sistema capitalista internacional”.
A Bahia mais uma vez se posicionou contra as ondas de mudanças que pedia o país, tal como fez na programação da república, se colocou mais uma vez através de seus representantes oligárquicos contra as sementes da nova era que estava por vir. Porem para não desprezar a inevitável relação de causa e conseqüência que tem a história, e importante conhecer a Bahia e o mundo do período de 1930.
Neste período o mundo conhecia a pior e a mais longa crise do século XX que teve inicio no ano de 1929 e foi até 1933, na época os países europeus estavam atrelados economicamente aos estados unidos, que quebrado aumentou impostos e taxas de juro, outras nações para também se proteger fizeram o mesmo, o resultado foi uma onda de mudança na política de diversos países do mundo.

O Brasil que tinha sua economia escorada na exportação do café “maior renda do país” segundo o economista Oswaldo Guerra caíram fortemente o desemprego na agricultura, principal setor econômico da época cresceu bastante, provocando um êxodo do campo para as cidades. Com grande influencia no governo os agricultores pressionava o poder público que comprava para queimar o excedente de café para que os preços não caíssem ainda mais.
Segundo economista da Ufba Oswaldo Guerra em artigo, Crise de 29 e a economia Brasileira, publicado no jornal à tarde de 7/02/09, como as providencias governamentais foram insuficientes para conter a crise e as perdas, muitos dos agricultores passaram a transferir seus investimentos para as o ramo industrial que podia aproveitar a oferta de mão - de - obra barata e o mercado desabastecidos “o fechamento dos mercados internacionais impulsionaram a indústria no país”.

Com a redução de exportação de bens agrícolas a Bahia que tecnicamente era um estado de economia sustentada na agricultura sofreu com a crise, seu principal produto de exportação era o cacau, neste período toda a Bahia como e lembrada na matéria do jornal à tarde de fevereiro de 2009 sobre a crise de 30, a região cacaueira viveu um longo período de dificuldades que foram se acumulando “As crises eram cíclicas” e neste contexto que abre as assas uma nova era que pedia mais investimentos em infraestrutura, época em que as cidades começavam a ficar mais atraente que o campo agora em crise, nascia ai o consentimento para a revolução.

Que revolução na Bahia de 30?

Tecnicamente a revolução de 1930 não chegou à Bahia, segundo Luiz Henrique Dias Tavares em Historia da Bahia, o estado continua no seu atraso secular, a revolução diz ele “pairou no ar” parou na cultura política do estado que tem suas origens datadas desde as divisões de um século a traz. “O poder continua sendo um empreendimento privado de quem o datem, o clientelismo sua forma mais concreta de distribuição”.(PINHEIRO)

A revolução de trinta começou com questionamentos e ganhou força com os tenentes “novidade na política da época” levantando perguntas alimentando as revoltas e os levantes clandestinos, assumia aos poucos a nova cena política do país. Não estavam eles isolados, mas, apoiados segundo Risério por industriários, e oligarquias da aliança liberal, que contava com cafeicultores e militares, uma aliança, lembra ele “paradoxal”.

Estavam as forças políticas de oposição mesclado com ideológicos sonhadores do processo de modernização, com políticos oligárquicos que não tinham ideais definidos, só segundo Risério a “esperança que seus rivais fossem tirados do poder”. A Bahia por fim não teve uma participação de evidência nacional, a elite era contra as alianças em poucas palavras anti Vargas.

Tanto que o atual governador um representante do conservadorismo e da elite baiana oligárquica eleita para o cargo do estado, Vital Soares e Góes Calmon renunciaram para ser vice de Julio Prestes, representante dos cafeicultores do sudeste.

Porem a revolução estava às portas, e como já sabido mesmo vitorioso Prestes não assumiu, estourando a revolução que colocaria Getúlio Vargas no poder. A Bahia agora agitada pelas ondas de mudanças se viu dividida, o povo oprimido pelas reformas urbanas e pólo de um expressivo índice de desemprego com o “salário mais baixo dentre os estados da federação”, saiu às ruas para apoiar a marcha dos fuzis que descia da Paraíba.

Mais antes já haviam protagonizado um movimento conhecido como “o quebra –bondes” reação contra segundo Luiz Henrique Dias Tavares “ao imobilismo do governo, das lideranças baianas, estas divididas, como sempre. Sob a aparente indefinição dos responsáveis pelo estado, os jornais oficiais e oposicionistas, os políticos e as personalidades”.

Segundo o historiador baiano apesar de não existir nenhuma ligação da revolta como os conspiradores da revolução, pode se concluir que foi fruto da tensão política do país. Não se conhece seus lideres e sua origem, mais o estopim conhecido e que na época houve um aumento abusivo das taxas de transporte nos bondes e do elevador Lacerda. Taxas que aumentavam o custo de vida dos que mais sofriam com a crise mundial e o desemprego.

Narra Tavares que uma massa urbana se espalhou pela as ruas da cidade, quebrando e incendiando ônibus, oficinas e garagens de circular, escritórios da companhia circular, o prédio do jornal a tarde foi apedrejado, pelo apoio que deu ao aumento e por seu conservadorismo. A revolta durou seis horas e foi contida pela PM, deixado um número desconhecido de “mortos e feridos”.

O ex-governador J.J Seabra, já agia em causa própria centralizando o poder em sua pessoa, montando uma rede de dominação conhecida como o “Seabrismo” ele Seabra já havia causado um corte na união oligarca no período, então ficou a cidade de salvador dividida entre o grupo de José Joaquim Seabra, o Seabrismo e o de Góes Calmon, o Calmonismo.“Assim a Bahia de 24 a 30 foi palco de uma dura disputa das duas estrutura oligárquica” (Risério).

No ano da revolução o Calmonismo está no governo, e se posicionou contra a aliança liberal. J.J Seabra atento ao movimento político revolucionário que havia estourado com êxito no sul, adere à oposição liberal, porem Góis Calmon e vital Soares renuncia ao grupo derrotado e junta se também ao movimento de Vargas com esperanças de ocupar novamente o governo o qual foi eleito e abandonaram para ser vice de prestes. A população inteira era a favor da revolução e pós-episódio dos bondes à vontade da massa já tinha um peso importante.

A revolução então se firmou no país, com a proposta de uma nova políticas para o novo tempo.Seabra não ocupou o governo nem Góis Calmon, pois foi nomeado por Getúlio Vargas o tenente Juracy Magalhães. Começava aqui a anomalia da revolução. Com a subida de Vargas e a nomeação de Juracy não se pode negar que houve uma tentativa de mudança expressiva no plano político e social da Bahia, mudanças de fato ocorreram, mais com ela anomalias, como a união das oligarquias que sem o poder esperado com a adesão se uniram para não perder campo de dominação, e aproximação de Juracy dos novos burgueses e oligarquias sociais.

A Juracy coube costurar alianças com outras ávidas classes da sociedade Baiana, criou incentiva a agricultura e se aliou então a outras oligarquias, criando o instituo do cacau e outros para os financiar. Por fim acaba por reabilitar o poder das velhas oligarquias e consolida os interesses burgueses, nas palavras de Israel de Oliveira Pinheiro no artigo A política na Bahia atraso e personalismo, (1999) a revolução dividiu a política baiana entre “o estado novo e centralizado que se empulha cada vez mais, e de outro as oligarquias rural pressa ao passado”. Em poucas palavras diz o autor permaneceu “um passado que não se impõe mais também não se vai”.

Diante do exposto pode se concluir que a revolução não e homogênea, ela mudou onde encontrou terreno para mudança rápida, e se adequou onde não encontrou. As especificidades políticas de cada estado trouxeram mudanças rápidas e expressivas como a do governo central, e vagarosas como a da Bahia, mesmo estando esta sobre as sombras do velho sistema teve uma mudança ao longo da década, na Bahia a mudança foi o início e não o fim do movimento de modernização da política nacional foi como definiu Sérgio Buarque de Holanda, “Inexorável”.












































Referências bibliográficas

FAUSTO, Boris. Historia concisa do Brasil. 2. ed. São Paulo: Edusp, 2006.

TAVARES, Luiz Henrique Dias.História da Bahia. 10.ed.Salvador: Unesp,2001.

RISÉRIO, Antonio. Uma História da Cidade da Bahia. 2. ed. Rio de Janeiro: Versal,2004.

MELO, Fernandes De.Café nacional sofreu maior baque. A tarde, Salvador, 07 de fevereiro 2009. Caderno de Cultura.p.4.

GUERRA, Oswaldo. Crise de 29 e a economia brasileira. A tarde, Salvador, 07 de fevereiro 2009. Caderno de Cultura.p.5.



PINHEIRO Israel de Oliveira.A política na Bahia: Atraso e Personalismo. Disponível em:www.bibliotecadigital.ufba.br/tde_busca/arquivo.php?...1027. Acesso em: 23 de julho 2009.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Elliot, JH. A igreja católica na América espanhola colonial. In: Bethell, Leslie (org.) América Latina Colonial. VOL.I. São Paulo: Edusp, 1998.



Trata-se de um texto de poucas páginas, mas de idéias e informações que são de fundamental importância para a compreensão da transplantação da Igreja Católica para América espanhola.
O texto inicia-se mostrando que a igreja católica foi transferida para o Novo Mundo, com base nas novas transformações que a Península Ibérica havia sofrido desde o fim da Idade Média. Em meio a essas mudanças o Estado tinha mais controle sobre a igreja. Tal submissão se dava por vários motivos, um deles era que Roma não tinha recurso suficiente para financiar a propagação da fé em terras recém-descobertas e estava cada vez mais preocupada com o crescimento do protestantismo.
Esta primeira parte pode-se notar que a igreja nas Índias, funcionaria como uma instituição missionária, doutrinando e apressando os índios de acordo com sua ideologia pregando lealdade à coroa de Castela. O autor observa que a coroa espanhola já vinha aderindo aos movimentos reformistas que tinha como idéia a revitalização dos estudos bíblicos e teológicos. Nesse contexto decidiram não ter os monges em suas terras, pois eles eram medievais e não estavam aptos a missão de evangelizar. Para esse novo tempo os monarcas recorreram às ordens medicantes, elas não tinham interesses financeiros e estavam predisposta a aventura da pregação do evangelho. Foram introduzidas cinco ordens, os franciscanos, dominicanos, agostinianos, mercedários e os jesuítas.
Elliot enfatiza que os jesuítas tiveram grande importância no campo educacional, foram eles os responsáveis pela fundação de universidades, entretanto ele os critica, ressaltando que as universidades do Novo Mundo eram privilégios do clero e poucos eram os cursos oferecidos em outras áreas que não fossem de teologia e filosofia.
O texto mostra que as ordens femininas em sua grande maioria foram fundadas na América. Eram compostas por crioulas e mestiças. As índias eram admitidas, mas em menor quantidade elas faziam parte de uma camada inferior dentro dos conventos. Essas ordens não tinham função de evangelizar sua tarefa era cuidar da educação das filhas do setor crioulo.
Após ser consolidada no Novo Mundo a igreja estava mais rígida em relação a pratica religiosa dos nativos. Ela percebeu que as religiões pagãs continuavam existindo e “prejudicando a vida dos índios”. Para combater o paganismo, deixou de lado a época dos missionários e passaram a utilizar os métodos inquisitoriais, isso levou a uma verdadeira guerra, onde os índios foram obrigados a distanciar de suas tradições, tendo que viver uma duplicidade religiosa. A inquisição na América assim como em outros lugares teve como alvo impedir o protestanismo e o judaísmo além de praticas superticiosas de escravos e homens livres.
O século XVIII foi marcado por conflitos entre o Estado e a igreja. O Estado com novas ideologias fez de tudo para enfraquecê-la. Nessa briga os jesuítas eram os únicos capazes de questionar o autoritarismo do novo regalismo, por serem mais independentes e poderosos tanto na Espanha como nas colônias. A campanha antijesuítica conseguiu enfraquece-los mais ainda e acabou por serem expulsos da América espanhola. O resultado dessa briga foi que nas ultimas décadas do período colonial a igreja se tornará mais subordinada ao Estado.
Pela segurança das informações nele contidas, esse texto será útil para aos estudantes de História, pois sua leitura proporcionará mais conhecimento acerca do tema proposto.



A libertação da América Espanhola




A Europa vinha sofrendo varias transformações ao longo do século XVIII. Mudanças no sistema econômico, invasões na península Ibérica pelas tropas francesas, deposição do rei da Espanha Fernando VII e as idéias iluministas que adentravam a colônia fizeram com que aumentasse o desejo de luta pela emancipação das colônias Hispano - americanas.
Muitos foram os descontentamentos ocorridos ao longo do sistema colonial. A elite criolla era a mais afetada, por essa política, eram possuidora de dinheiro, mas não tinha acesso aos cargos mais altos. Alem disso eles se fortaleciam tornando-se donos da maior parte dos meios de produção. E isso desagradava a coroa espanhola e ela por sua vez, impôs novas regras que dificultou o crescimento da elite colonial.
Não podendo desenvolver seu comercio com liberdade, as colônias se viram a mercê do autoritarismo Espanhhol. Nesse contexto surge o movimento de independência liderados por homens que se espelharam nas idéias iluministas da época. Vários são os que lutaram paras essa emancipação. A revolta não teve caráter popular, embora os populares sempre se rebelaram contra o domínio Espanhol. Exemplo disso foi a rebelião indígena liderada pó Tupac Amaru, que foi combatida de forma violenta pela metrópole. Outras também surgiram nesse período e foram reprimidas igualmente, tanto pelo setor criollo como pela coroa. Essa foi uma luta que teve a participação da aristocracia criolla, que movida por interesses próprios não mediram esforços para conseguirem alcançar objetivo de separar-se da metrópole.
Ate isso acontecer ocorreram varias batalhas. Em 1810 tensões políticas estavam por todas as partes. Estas por sua vez fracassaram vários são os fatores que contribuíram para isso; grande parte da elite criolla não apoiou a luta, havia também fragmentações política, desunião dos grupos e rivalidades pessoais que não beneficiou a formação de um exercito sólido. A falta de apoio dos Estados Unidos e principalmente da Inglaterra, que ao estar lutando contra a França de Napoleão não pode oferecer ajudar, pois com isso ela estava indo contra os interesses da Junta de Servilha que era de fundamental importância na briga contra Napoleão.
Em 1815 quando a Inglaterra já havia se libertado da ameaça francesa, ela pode apoiar as rebeliões, mesmo que por interesses comerciais. Sua ajuda foi de importante para que os revoltosos pudessem vencer os espanhóis, em um momento que a coroa espanhola usou de uma política extremamente violenta para deter os que participaram das rebeliões.
Participaram desse processo lideres como Simóm Bolívar e San Martín, ambos com idéias de libertação conseguiram a emancipação de diversas colônias da América espanhola.
Portanto as colônias espanholas tiveram suas emancipações, porém continuaram nas mãos de grupos que haviam se formado durante a colonização. Com isso conseguiram ter o controle de mercado que antes era restrito, e as camadas populares e os índios continuaram a serem dominados.